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segunda-feira, 12 de março de 2012

Geraldo Vandré - Das Terras de Benvirá (1974)



Faixas:
1 Na terra como no céu (Geraldo Vandré)
2 Das terras de benvirá (Geraldo Vandré)
3 Vem, vem (Geraldo Vandré)
4 Canção primeira (Geraldo Vandré)
5 De América (Geraldo Vandré)
6 Sarabanda [A festa do Lobisomem] (Tema livre de Geraldo Vandré)
7 Maria memória da minha canção (Geraldo Vandré)
8 Bandeira branca  (Geraldo Vandré)

domingo, 12 de junho de 2011

Geraldo Vandré - Canto Geral (1968)


01 - Terra Plana (Geraldo Vandré)
02 - Companheira (Geraldo Vandré)
03 - Maria Rita (Geraldo Vandré)
04 - De Serra de Terra e de Mar (Geraldo Vandré / Theo de Barros / Hermeto Pascoal)
05 - Cantiga Brava (Geraldo Vandré)
06 - Ventania (De Como Um Homem Perdeu Seu Cavalo e Continuou Andando) (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)
07 - O Plantador (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)
08 - João e Maria (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)
09 - Arueira (Geraldo Vandré)
10 - Guerrilheira (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)


E quem disse que o ano de 1968 foi marcado apenas de psicodelia e iê-iê-iê?

Outra vertente forte da época foi a da música de protesto e não há maior representante desta música que Geraldo Vandré.

Esta capa não é a capa original, mas é muito significativa; Em cima, gado; Embaixo, gente. Verde e amarelo. Vermelho. Canto Geral. Canto para todos.

A palavra que, para mim, resume o disco é Raça. A primeira faixa é a tradução disso. O início de "Terra Plana", de autoria dele mesmo, é uma declamação; "(...) deixo claro que a firmeza de meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador". Na contra-capa do disco, um texto seu; "(...) Às vezes penso que cantando mereço um pouco de vida. Saldo em parte os meus compromissos e tenho então, cada vez mais forte, a sensação da liberdade. Por isso aprendo a cantar e canto."

É um disco forte. Vivo. Pulsante. Violas caipiras, triângulos, "ca-chi-chis" (como Vandré mesmo escreve), vocais em lamentos nordestinos... E, no meio de tudo, um aparato inusitado na época: uma queixada de burro, que fora utilizada pela primeira vez - se não me engano - no II Festival de Música Popular Brasileira de 1966, da TV Record, na música "Disparada", também de Vandré e cantada com maestria por Jair Rodrigues. Música que, aliás, ganhou o primeiro lugar empatada com "A Banda", de Chico Buarque.

Mas, além das músicas explicitamente inflamadas, como "Cantiga Brava" (O terreno lá de casa não se varre com vassoura / varre com ponta de sabre, bala de metralhadora) há também músicas de "amor", podendo-se assim dizer. É o que se vê em "Companheira" (Mas agora sou feliz/ e meu canto vem e diz/ encontrei a companheira/ paz pra minha vida inteira) e "Maria Rita" (Pego a viola, me lembro dela/ toco a viola, só quero ela).

Recomendadíssimas: "Arueira", cantiga forte, viva, - brava mesmo! - e que conta com os vocais perfeitos do Trio Marayá ("...é a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar..."), "Companheira", que soa quase como cantiga suave de ninar e a curiosa "Ventania (De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando)", que procura seguir a mesma fórmula da vencedora "Disparada", com um personagem principal que roda o mundo contando suas histórias. Esta música até concorreu o III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, mas não ganhou...

Detalhe para um excerto de Bertold Brecht, na contra-capa:

"Desses tempos em que falar de árvores é quase um crime, pois implica em silenciar sobre tantos erros - aos que virão depois de mim."

Este foi o ano de 1968.

Texto retirado do Blog: http://discologia.blogspot.com



Geraldo Vandré - Hora de Lutar (1965)

01 - Hora de Lutar (Geraldo Vandré)
02 - A Maré Encheu (Geraldo Vandré) com Baden Powell
03 - Despedida de Maria (Geraldo Vandré / Carlos Castilho)
04 - Dia de Festa (Moacir Santos / Geraldo Vandré)
05 - Ladainha (Geraldo Vandré)
06 - Asa Branca (Luis Gonzaga / Humberto Teixeira)
07 - Samba de Mudar (Baden Powell / Geraldo Vandré)
08 - Canta Maria (Geraldo Vandré / Erlon Chaves)
09 - Aruanda (Carlos Lyra / Geraldo Vandré)
10 - Vou Caminhando (Geraldo Vandré) com Baden Powell
11 - Canto de Mar (Geraldo Vandré)
12 - Sonho de Um Carnaval (Chico Buarque)

Geraldo Vandré - Paixão Segundo Cristino (1984)


A Paixão segundo Cristino foi escrita por Geraldo Vandré, em 1966, para a celebração da Semana Santa na Igreja de São Domingos das Perdizes, em São Paulo. Com o assessoramento teológico dos frades dominicanos, Vandré escreveu uma das mais belas páginas litúrgicas e populares sobre a paixão e morte de Jesus Cristo.

Durante anos ela foi apresentada na igreja dos dominicanos como memória e celebração de tantos que, a partir de 1968, viveram na sua própria carne a perseguição, calúnia, agonia, paixão e morte. Suas vidas foram celebradas e suas esperanças renovadas a cada ano nas vidas e esperanças de seus irmãos.

Esta paixão é um tributo à resistência de tantos que nas suas vidas e caminhos recriaram a vida e os caminhos de todos os homens que lutaram pela justiça e liberdade. A Fundação Cultural de Curitiba, ao recriar esta obra, celebratados os homens e mulheres de todos os credos, raças e ideologias que deram as suas vidas para que surja um mundo novo pleno de justiça e fraternidade.

Carlos Frederico Marés de Souza Filho
Presidente da Fundação Cultural de Curitiba

Ficha Técnica:
Paulo Cézar Botas_Voz/Violão
Marinho Gallera_Viola Caipira/Voz/Violão
Coral de Curitiba_Regência Gerardo Gorosito
Arranjo para Coral_Maestro Gaya

sexta-feira, 18 de março de 2011

Geraldo Vandré - 20 preferidas (2007)


Foi o primeiro filho do casal José Vandregísilo e Marta. O nome artístico Vandré é uma abreviatura do segundo nome do pai.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Conheceu Carlos Lyra, que se tornou seu parceiro em músicas como "Quem Quiser Encontrar o Amor" e "Aruanda", gravadas por Lyra. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre outras.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque.[2]

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Pra não dizer que não falei das flores ou Caminhando. A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar durante os governo militar, e foi censurada. O Refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. No festival a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim. A música Sabiá foi vaiada pelas pessoas presentes no festival, exigindo que o prêmio viesse a ser da música de Geraldo Vandré.

Simone foi a primeira artista a cantar Pra não dizer que não falei de flores após do fim da censura.

Hoje Geraldo Vandré reside na cidade de Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina. Em 2010 concedeu uma polêmica entrevista a Geneton Moraes Neto, criticando o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma que seu afastamento da musica popular não foi causado pela perseguição sofrida pela ditadura militar.

Fonte: Wikipedia