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domingo, 2 de dezembro de 2012

Grupo Etnia - Canto Cereal (1992)



Grupo Etnia foi um grupo que, entre 1986 e 1994 reuniu quatro músicos que moravam em João Pessoa: Alice Lumi, etnomusicóloga paulista descendente de japoneses, que toca uma profusão de instrumentos étnicos de sopro, cordas e percussão;Fernando Pintassilgo, graduado em flauta transversal na UFPB e especialista em instrumentos de sopro folclóricos; Paulo Ró, também conhecido pelo seu trabalho solo e com o Jaguaribe Carne; e Milton Dornellas, que há muito tempo desenvolve seu trabalho como intérprete e compositor em João Pessoa.

A idéia do Grupo Etnia era a de compor e interpretar músicas folclóricas e tradicionais de vários lugares do mundo. Há uma profusão de músicas andinas, com charangos e flautas tradicionais, além de samba, ciranda, música japonesa e até experimentações com música eletrônica e atonal. Apesar da disparidade de estilos, uma música céltica irlandesa é seguida de um caboclinho com naturalidade, dando ao disco uma sonoridade impressionantemente coesa. Além disso, o disco é de um grande interesse histórico, pelo simples fato de reunir quatro grandes personalidades da história da música paraibana recente.

Tracklist:

01 - Canto Cereal
02 - Will Ye Go To Flanders - Tae the Begin
03 - Caboclinhos
04 - Ciranda
05 - Huayno para la Luna
06 - Quarup
07 - Meu Canto tem Velas
08 - Kátems
09 - Deixa eu Tocar
10 - Piratas de Jaguaribe
11 - Pau-de-sebo


domingo, 25 de novembro de 2012

Armazém da Melodia Incompleta - EP (2012)


01. Lajedo
02. Pernoite
03. Maria Fumaça
04. Calipígia

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O Armazém da Melodia Incompleta surge em 2010 com a vontade de fazer música instrumental brasileira, flertando com estéticas musicais estrangeiras. As composições passeiam por ambiências e narrativas diversas: desde o frevo ao rock; do jazz ao samba; do baião ao funk. Determinando um caráter universal na personalidade das músicas.

Em quase dois anos de estrada o grupo já se apresentou em alguns festivais: Rock na Consciência (evento da Nova Consciência), Grito Rock Campina Grande (o maior festival integrado da América Latina), III Overdoze SESC PB ( ganhamos o prêmio "Incentivo Destaque") e o Festival Borborema (Festival de música independente autoral de Campina Grande), Projeto 7 notas do Sesc Centro Campina Grande [2012].


Os três componentes: baixo, bateria e guitarra se revezam no preenchimento dentro das composições, estabelecendo assim uma profundidade e entendimento melhor ao subjetivar nas músicas acontecimentos, sejam eles reais ou fictícios capturados da bagagem cultural de cada integrante do grupo.


Integrantes:


Igor Nóbrega [baixo]

Weskley Dantas [guitarra]

Nilson Nóbrega [bateria]

Abaixo, um vídeo ao vivo da banda tocando a música "AMI"


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Derrotista - EP (2012)



01. O Cego
02. Você tem Coragem
03. Derrotista
04. Condenação
05. Depois da Morte, o Fim
06. Libertação Animal
07. Sépia


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Banda oriunda de Campina Grande, toca Punk Rock com distorção leve  e influenciado pelo velho e sempre ótimo rock simples com riffs marcantes! Os integrantes Ri (Baixo e Vocal), Bené (Bateria) e Abu (Guitarra e Vocal) trazem para esse projeto influências de diversas esferas de suas vivências e de dentro do subterrâneo. 

Tentam transcender a música desenvolvendo um trabalho culinário que visa propagar a dieta vegana como sendo uma opção ética, saudável e saborosa, além de ter participação ativa na cena underground da Paraíba. Tras nas letras questões como gênero, existência, trabalho e libertação animal. Destaque para a arte gráfica bem elaborada do EP (incluso no link, junto com as músicas), feita pelos próprios integrantes da banda. O material também foi lançado por um selo próprio, a Derrotista Discos.

Página oficial no Facebook:

Página no BandCamp (Para ouvir):


The Silvias:20HorasDomingo - Rec In Para um Sonho (2003)


Hoje em dia João Pessoa é uma referência no meio da música alternativa na questão de bandas instrumentais, com grandes nomes de peso como Burro MortoUbella Preta ouParahyba Art Ensemble. Mas a tradição de música instrumental e experimental é bem mais antiga que essa explosão recente. Desde o Úvulas Ardientes de Didier Guigue, passando pelo disco Instrumental de Jaguaribe Carne, até o mais recente The Silvias:20HorasDomingo.

Formado por Rodrigo Silvia, Bruno Sérgio, Thiago Verdee (hoje artista plástico) e o membro da ChicoCorrea & Electronic Band e SeuPereira e Coletivo 401 Thiago Sombra, The Silvias tinha uma forte influência de vários tipos de música instrumental e experimental, do dub jamaicano ao post-rock. Esse disco de 2003 é uma boa amostra da música instrumental paraibana do começo do milênio.

(Texto retirado do blog: http://odhecaton.blogspot.com.br )


01 - Limbo
02 - Vinheta (Greensleves)
03 - Preludium
04 - Canção Noir
05 - O Vácuo

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Abaixo, um vídeo do The Silvias, tocando a música "o Dub do boi de Marrakech" (ao vivo): 





quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jairo Aguiar - Canta para Os Namorados (1962)



01. Twist do amor
02. Cerejeira do Japão
03. Última Lição
04. Coração em Bibope
05. Porque tu Ris
06. Um Sonho Pra depois
07. Eternamente Teu
08. A Tua Ausencia me Alucina
09. Eu e Você
10. Cabo Canaveral
11. Magia dos teus Olhos
12. Judeu Errante

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Jairo Alves de Souza Aguiar, nascido em João Pessoa no dia 11/09/1937, iniciou a carreira na década de 1950, cantando na Rádio Clube Pernambuco. Em 1954, participou do concurso "Primeiro Campeonato de Cantores Novos", promovido pela Rádio Nacional e apresentado por César de Alencar. Ficou em primeiro lugar, cantando músicas do repertório de Jorge Goulart e Carlos Galhardo. Assinou um contrato de dois anos com a Rádio Nacional. Participou dos programas de auditório e era presença constante nos programas apresentados por Paulo Gracindo, que foi um de seus grandes incentivadores. Na contracapa de um disco do cantor, escreveu: "Jóia não sai de moda nunca". 

Em 1956, foi contratado pela gravadora Copacabana onde estreou com sucesso cantando o samba "Uma noite no Rio", de sua autoria em parceria com Aôr Ribeiro e Mário Mascarenhas. O outro lado do disco trazia a valsa "Sussu", de Joubert de Carvalho. Em 1957 fez sucesso com as gravações do fox balada "Caprichos do amor", parceria com Mário Mascarenhas e da guarânia "Checamba-me", de J. Alea, Jocelino e Nelinho. Em 1958 gravou de sua autoria e Benil Santos o samba "Devoção" e de Assis Valente o samba "Lamento" e da dupla Raul Sampaio e Benil Santos o bolero "Noites cruéis". O samba "Lamento", lhe foi entregue por Assis Valente e foi a última música composta por ele, que iria suicidar-se naquele mesmo ano. No entanto, a gravação não alcançou o sucesso esperado. No ano seguinte registrou o beguine "Veneno", de Poly e Henrique Lobo, a guarânia "Amor de índia", de Augusto Mesquita e Muraro e o bolero "Triste recordação", de Rossini Pacheco, entre outras composições. 

Em 1960 gravou de Blecaute a marcha lamento "Lamento do triste adeus" e de Nássara e Jair Amorim o bolero "Minha estrela é você". No ano seguinte registrou o bolero "O despertar da montanha", de Eduardo Souto com letra de Francisco Pimentel. No outro lado do disco, a mesma música foi interpretada pela Orquestra Copacabana. Em 1962, tentando acompanhar os novos rítmos musicais gravou o chachacha "O homem do bombô", de Getúlio Macedo.

Pela gravadora Copacabana lançou 20 discos de 78 rpms, 10 compactos e 12 LPs, perfazendo quase 200 músicas, muitas composições de sua autoria. Seus maiores sucessos foram: "Enxugue as lágrimas", "Serenata de Schubert", "Ainda espero por ti" . Atuou no Teatro de Revista e também em filmes produzidos por Carlos Imperial. Na década de 1960 excursionou pela Argentina e o Uruguai. Ao retornar ao Brasil, passou a cantar em cidades do Norte e Nordeste do país. Voltou ao disco em 1990, lançando "Emoção maior", pela somarj. Em 2001, lançou o CD "Jairo Aguiar reconquista sucessos".




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sivuca - Sivuca Sinfônico (2004)



01 – Rapsódia Gonzaguiana (Sivuca – Temas de Luiz Gonzaga)
02 – Aquariana (Sivuca)
03 – João e Maria (Sivuca / Chico Buarque)
04 – Feira de Mangaio (Sivuca / Glorinha Gadelha)
05 – Quando me Lembro (Sivuca / Glorinha Gadelha)
06 – Moto Perpétuo (Paganini)
07 – Concerto Sinfônico para Asa Branca (Sivuca – Temas de Luiz Gonzaga)

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Mestre Sivuca (Texto de Braulio Tavares)

Num ambiente ruidoso como o da música popular, Sivuca era uma presença de poucos decibéis. Sempre tranqüilo, de fala mansa, não fazia nenhum alarido. Mesmo tendo opiniões claras e posições firmes, não dava entrevistas bombásticas, não se envolvia em polêmicas. Só se tornava o centro das atenções quando empunhava (ou melhor, sobraçava) o instrumento e fazia brotar dele um niágara de melodias que pareciam estar apenas esperando seu toque nas teclas para brotarem já prontas, irretocáveis.

Lembro de ouvir, na infância, meus pais comentando terem visto Sivuca tocar nas festas do extinto Campinense Clube, ali na Praça Coronel Antonio Pessoa, e de tê-lo visto tocando na Praça da Bandeira, em algum comício ou festa popular. O primeiro show dele que vi pra valer foi o seu encontro histórico com Hermeto Paschoal, no Teatro Castro Alves de Salvador, lá pelo fim dos anos 1970. Show inesquecível, pelo jogo extremo de semelhanças e diferenças entre os dois grandes artistas. Sivuca era o apolíneo, o clássico, o executante que consegue a façanha de caminhar sobre as águas da perfeição. Hermeto era o dionisíaco, o romântico, o vanguardista que experimenta tudo e joga suas criações para o alto, para ver quantas delas conseguem cair de pé e sair andando. Juntos, no palco, idênticos e distintos, pareciam dois irmãos gêmeos que foram criados em planetas diferentes.

Foi a época do seu disco famoso com Rosinha de Valença, em que o Brasil inteiro ficou conhecendo seu arranjo multi-nacional para “Vassourinhas” (em forma de música indiana, escocesa, argentina, francesa, etc.) e ouviu pela primeira vez a obra-prima “Feira de Mangaio”, sua mais bela parceria com Glorinha. Para a crítica musical brasileira, que chegara às redações quando ele estava fora do Brasil, Sivuca foi uma revelação, mostrando, de um momento para o outro, ser um coringa capaz de fazer forró, jazz, frevo, valsa, o escambau. Para nós, paraibanos, ele era gente de casa, carta antiga do baralho, uma espécie de rei-de-ouros capaz de transformar em Arte tudo que tocava.

A sanfona de Sivuca tinha um milhão de teclas. Eu, coitado, vivo aqui batendo em três ou quatro. Uma delas (que meus leitores já conhecem de sobra) é a quantidade de meninos de gênio que vivem de bobeira por aí, Paraíba afora, doidos que alguém lhes dê uma luz, um instrumento, uma informação. Numa entrevista, Sivuca disse uma vez que na sua casa, na infância, não se ouvia música porque não tinha eletricidade; ele só via às vezes alguém tocando violão, ou um sanfoneiro itinerante que passava por lá. O jornalista pergunta-lhe o que faltava e ele diz: “Faltava informação somente”. Faltava a possibilidade de acessar o mundo. Quando essa possibilidade surge, o mundo fica sabendo, como soube com Sivuca, do que são capazes os nossos pequenos paraibanos, os nossos meninos e meninas que, no final das contas, são a coisa mais valiosa com que a pequenina Paraíba pode contribuir para enriquecer o mundo.

Vídeo abaixo: Sivuca e Orquestra Sinfônica do Recife - João e Maria (Composição de Sivuca e Chico Buarque)


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Oxent Groove - Os 4 Cabras (2010)



01. Mel no Frevo
02. Br Blues
03. Os 4 Cabras
04. Saudades de Severino
05. Arabaião
06. Sibito Brabo
07. Pérolas
08. Luar nas Águas
09. Na Brisa
10. De Repente Groove

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A criação da banda instrumental Oxent Groove surgiu com a proposta de realizar um trabalho inovador: músicas que são consideradas clássicas são apresentadas com uma nova roupagem, com arranjos criados pelo grupo como se fizesse uma releitura da obra de arte - o que aconteceu em seu 1º CD, "Fusão Nordestina", gravado ao vivo no Campina Jazz Festival em 2005.

Formada a cinco anos, a banda tem representando com muito orgulho a música instrumental paraibana em diversos festivais, como: Campina Jazz Festival, II e III Semamusic, Casarão 34(PB) , I e II Abreu e Lima Instrumental(PE), Festival Música do Mundo, onde a banda teve a honra de dividir o palco com Nelson Faria e Gilson Peranzetta, Fenarte 2010, abrindo o show para o violinista Yamandu Costa. 


Confira abaixo, um vídeo da banda executando a música "Mel no Frevo" ao vivo:


Oxent Groove - Fusão Nordestina - Ao Vivo (2005)



01. Arabaião
02. Lamento Sertanejo
03. Assum Preto
04. Wave
05. Um Tom para Jobim
06. Qui Nem Jiló
07. Homenagem ao Maestro Orlando da Silveira
08. Guadá & Live
09. Forró em Timbaúba

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A criação da banda instrumental Oxent Groove surgiu com a proposta de realizar um trabalho inovador: músicas que são consideradas clássicas são apresentadas com uma nova roupagem, com arranjos criados pelo grupo como se fizesse uma releitura da obra de arte - o que aconteceu em seu 1º CD, "Fusão Nordestina", gravado ao vivo no Campina Jazz Festival em 2005.
Formada a cinco anos, a banda tem representando com muito orgulho a música instrumental paraibana em diversos festivais, como: Campina Jazz Festival, II e III Semamusic, Casarão 34(PB) , I e II Abreu e Lima Instrumental(PE), Festival Música do Mundo, onde a banda teve a honra de dividir o palco com Nelson Faria e Gilson Peranzetta, Fenarte 2010, abrindo o show para o violinista Yamandu Costa. Recentemente, no Projeto Seis e Meia ao lado de Wagner Tiso e Victor Bigleone, 2° Lugar no Tremplin Recife Jazz Festival 2010,VI Festival BNB da música instrumental.
No momento, o grupo encontra-se divulgando o seu 1° CD oficial intitulado "Os 4 Cabras". Disco de caráter autoral, se trata de um mix de todas as experiências musicais de seus integrantes e convidados.

Oxent Groove é:
Vangelis Siqueira - Acordeon

Silvio Silva - Guitarra
Valdenor Fonseca - Contrabaixo
Saulo Émerson - Bateria


 Links para audição das músicas e contato com a banda abaixo: