Páginas

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Madalena Moog – Júpiter e seus satélites (EP 2006)


Quando veio morar em Porto Alegre, no primeiro semestre de 2006, ele “veio de mala e cuia”, como dizem lá pelas bandas de João Pessoa, que foi de onde ele veio, meu amigo Patativa. Aqui, na PUC, nós nos encontramos e, ali pelo café do Prédio 5 ou do 50, em dias bem frios, falávamos sobre arte, cultura, música, etc.



E foi numa dessas conversas que ele me falou da saudade que tinha de tocar sua guitarra, que não trouxera consigo. Nas mudanças, nós sempre deixamos algo para trás, alguma coisa que não podemos levar. Foi aí que eu decidi lhe apresentar um amigo meu, Tiegue, guitarrista que, depois, tornou-se amigo do Patativa, e encabeçou a nova formação da Madalena aqui em PoA, acrescentando o “Moog”, em homenagem ao Viana Moog e, principalmente, ao Robert Moog, que foi quem criou lá pelos anos 60 o sintetizador analógico que leva o seu nome. A idéia, segundo soube, era remeter o som da banda às referências retrôs tão marcantes aqui, e mesmo que não viessem usar o tal instrumento em futuros shows. Sim, porque logo depois desses primeiros encontros e papos animados, começaram a programar ensaios e mil idéias que não vingariam. Certo mesmo é que Patativa se animou ao ponto de mandar buscar a sua guitarra (uma Cort Mirage 500) em João Pessoa, e também seus pedais. Certo também é que, além de um único show que fizeram por aqui, ali no Kant (bar e filosofia de bar), na Cel. Neves, 150, Medianeira, a Madalena Moog também gravou, na casa de Tiegue, que era onde também ficava o estúdio, três músicas que eu adoro, e que até hoje me pego cantando pela casa em dias coloridos assim, como o de hoje.


Madalena Moog. Kant: bar e filosofia de bar. Medianeira. Porto Alegre, 30/04/2006.


Não sei mais repetir a origem das músicas – um dia eu já soube. E quando ouço “Inés”, não lembro de bandas referentes. Isso é bom? Quando escuto “Carrossel”, é com uma tristeza feliz que escuto. O som do órgão, aí, dá um peso bem grave a tudo, inclusive ao poeminha que se mostra tão leve, narrando cenas de um dia de verão/outono... e faz aumentar a sensação de fim de dia, e de uma solidão acompanhada de lembranças mudas. Gosto de “Carrossel”, e o nome me soa onomatopéico. De “Júpiter e seus satélites” nada sei dizer, pois essa, até onde eu soube, foi gravada em João Pessoa, também em casa. Ia cometendo uma injustiça horrível: a formação da banda, aqui (que durou menos de um ano), também contou com: Alet Castro (baixo), Juliano Rodrigues (bateria) e Louise Frasca e Jaqueline Tomasini, que davam uma força nos backing-vocals. Enfim... O que restou desse tempo bom foi um verso que eu corto de “Inés”, pra reclamar que “Patativa nunca liga, nem manda e-mail”. Que pessoa mais ingrata!

Tatiana P. Rohden

Ficha:

Júpiter e seus satélites foi gravado em setembroutubro de 2006, em casa (de Tigue V. Rodrigues). Patativa tocou guitarra e teclado e cantou em todas as músicas, e fez as programações de bateria em “Júpiter e seus satélites”. Tiegue tocou guitarra-solo em “Inés”, em “Carrossel”, nas quais também gravou os sintetizadores e fez as programações. Em “Júpiter e seus satélites” Edy Gonzaga gravou o baixo, depois. As músicas não tinham finalidade comercial, e por isso não receberam tratamento adequado. Esse EP é para Tatiana (Tatchiiii...), que fez o release e exigiu mostrá-lo aos nossos amigos.

FONTE: http://www.madalenamoog.blogspot.com/

DOWNLOAD

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sacal - Hipnose

Festival Derrame, 06/08/2010

Festa da Massa, 06/08/2010

06/08/10
[Sexta-feira]
5R$ | 23h
local: Espaço Mundo

Festa Da Massa

Discotecagem de:
Carol Morena + Krysna Nóbrega + Las Coquetes Plutônicas

Meia xícara de café e dois dedos de nanquim

(Exposição do Mês)
05/08/2010
Local: Espaço Mundo

Exposição da artista Aline BeuttenMuller

Meia xícara de café e dois dedos de nanquim é uma representação íntima. As imagens são mais do que apenas fotos ilustradas. São as músicas, as coisas e as sensações que movem a imaginação, que marcam os momentos mais tranqüilos. São o sol que bate na janela na manhã de domingo e a preguiça de quem acorda com ele.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Totonho e Os Cabra - Sabotador de Satélite (2005)


































01 Jaspion do Pandeiro
02 Poeira Estelar
03 O Homem Pisou na Lua
04 Eu Mandei Meu Amor pro Espaço
05 Argemira
06 Totonho Venha Salvar o Mundo
07 A Era Espacial
08 Você tá Doida pra Me Dar
09 Tenente Jeff
10 Rita Leea de Itamaracá
11 Sabotador de Satélite
12 Saneamento Básico





Totonho não para quieto. Foi essa coceira que o tirou do interior da Paraíba e o levou para a capital, da banda de latas para a cooperativa de compositores. Totonho não pára quieto e não vai ficar esperando seus ouvidos encontrá-lo. Conheceu as beiradas do Brasil e os cantos do Rio de Janeiro até que parou. Não Totonho, mas seus trabalho. Parou nos ouvidos do produtor Carlos Eduardo Miranda e não saiu mais.

E Totonho ainda não parou. Essa parceria que gerou em 1999 o disco Totonho e os Cabra, acaba de render mais um excelente trabalho. O CD Sabotador de Satélite é uma obra que fantástica que se apropria da música folclórica brasileira e a retransforma, criando um batidão digital que emula os repentistas Paraibanos em uma festa tecnológica.

Mas se você pensa que a última grande agitação de Totonho foi seu excelente CD está enganado. Totonho inaugura uma nova fase da gravadora Trama. É que seu CD é o primeiro licenciado pela gravadora em Creative Commons

A Trama já havia iniciado um namoro com o CC utilizando as licenças no seu portal Trama Universitário. Namoro este que rendeu a tradução para português do livro Cultura Livre de Lawrence Lessig. Agora a gravadora abraça o projeto e inicia a utilização das licenças em suas músicas. E quem melhor do que Totonho para dar o ponta-pé inicial.