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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Amanhã (10.12) tem Summer Drops

Show com as bandas PedeCôco (reggae), Sex On The Beach (surf music) e Monstro (rock/dub).
  • Local: Bar dos Artistas – Teatro Santa Roza
  • Horário: 22h
  • Ingressos: homem R$ 10,00 – mulher R$ 7,00

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Scary Monsters - Desvios Subterrâneos (EP, 2010)


EP "Desvios Subterrâneos" (2010), da Scary Monsters


Scary Monsters é o título de um álbum de David Bowie, lançado em setembro de 1980; é também o nome de uma das bandas mais punks, sujas e barulhentas da cidade de João Pessoa. Sim! Scary Monsters é uma mijada no passeio público, uma gambiarra de muitas emendas que resiste aos anos, que se impõe contra as circunstâncias e, contra a corrente, está aí, e quer estar, desafiando as intermitências do tempo e das situações. Exemplo de tal resistência e insistência heróicas é o mais recente EP da banda – ela tem outro, anterior, mais sujo que este de agora, e eles prometem disponibilizá-lo em breve –, o “Desvios subterrâneos”, gravado, mixado e masterizou no estúdio Jampa Music, por um valor inacreditável, praticamente na base da camaradagem. Exemplo de tal mijada é, já, na capa, você ver Roberto Carlos com bigodinho de Hitler, ou Madonna com cara de orgasmo, ou Jurubeba e Igor (fakes), sendo revistados” pela polícia, ou a garota nua, mascarada, rindo de sua cara, apontando o dedo para você que comprou o EP para ouvir o Igor vomitando a letra rápida de “Dr. Jakyll & Mr. Hyde”, querendo enfiar em seus ouvidos que o monstro mora em cada um de nós, alternando entre a moral hipócrita do Ocidente cristão e a liberdade que Mr. Hyde, na novela de Robert L. Stevenson, representa: “Sua alma atormentada vaga após a meia-noite / Se espreitando entre as esquinas da cidade / De sombra em sombra, caçando sua vítima / Numa sede por sangue que nunca termina / Dr. Jakyll & Mr. Hyde não vão te deixar em paz...”
Comprei o “Desvios subterrâneos” (sim, eu compro os EPs e CDs das bandas locais, porque acredito na música que é feita aqui, na cidade) no dia em que foi lançado (01 de novembro), durante a tumultuada Festa Halloween Dark Nigth II, em Intermares. Gastei os meus últimos R$ 5,00, já empenhados com Renato Abreu, com quem dividi os trocados para uma garrafa de Teachers. Pouco depois eu veria um garoto muito louco, chapado até o talo, se jogar do palco improvisado. O maluco, tendo um dos pés enrolado em um dos cabos do P.A., emporcalhou com tudo ainda durante a apresentação da segunda banda; uma legítima merda! A pesadíssima caixa caiu e, arrastando o cabo que a conectava a outra e ambas à mesa, rompeu-o; fim de festa. Frustrados – pois acabamos não vendo a Scary fazer o seu show, e nem um monte de outras atrações –, voltamos para casa ouvindo o EP nas alturas, no som do carro do Renato. E eu dizia à Renata Maysa: “Putz, essa banda é muito boa, gente!” E “os Renatos” concordavam comigo; e a gente batia cabeça dentro do carro, e berrava em coro o trecho grudento de “Dr. Jakyll & Mr. Hyyyyyyyyyde...” Uma loucura! Uma noite muito boa, apesar de tudo!
“Desvios subterrâneos” contém 6 músicas, na seguinte ordem: “Dr. Jekyll & Mr. Hyde”, “O comediante”, “Doce garota fatal”, “Cadafalso”, “Indivíduo imundo” e “Amor etílico”. A produção é da própria banda, com fotos de Jéssica Tuany e design de Igor, voz principal. Scary ainda tem: Jack Lima no vocal, Luancarlos Bezerra no contrabaixo, Bruno Barba na guitarra e Rodolf Squezze na bateria.
Quando você sabe da pressa que tudo foi feito – falo da gravação e produção do EP – e dos parcos recursos investidos, você não pode deixar de notar que a qualidade das músicas está incrivelmente boa, um verdadeiro feito. A Scary, sem dúvida, é um exemplo do mote punk: “faça você mesmo”, e no melhor estilo. Sempre consegui ver isso e já tive a oportunidade de, eu mesmo, produzir alguns shows e convidá-los para tocar, e sempre foram shows muito loucos, muito bons. Uma pena que, no momento, os espaços para essa banda tenham diminuído e, alguns shows, falhado miseravelmente.
A Scary está na estrada desde meados de 2002, e já participou de alguns importantes festivais da cidade, como o Aumenta Que é Rock e o Festival Mundo, em suas primeiras edições. A banda não merece e não tem o direito de passar por essa “fase de obscurantismo”. Ela merece nosso respeito, e merece ser ouvida por você que sabe (ou acha que sabe) o que é música alternativa, de verdade. Faça um favor a você mesmo: ouça o novo EP da Scary (e ouça logo), e com o som no talo; e quando a banda for tocar em algum buraco da cidade, vá ao show. Você não vai se arrepender, isso eu garanto!
Texto: Patativa

Ouça Scary Monsters

Faça download gratuito do novo EP
link alternativo: via mediafire

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Shows de Escurinho

Shows de Escurinho:

Dia 03/12 (Sexta) - Praça do Coqueiral (Mangabeira) - 19h
Dia 04/12 (Sábado) - Papagaio Pirata (Cabo Branco) - 22h - 5,00

sábado, 27 de novembro de 2010

Escurinho no Bar dos Artistas, 27/11
















Show – 15 anos do Labacé, com Escurinho e banda.

Abertura com a banda MeioFree.
Convidados: Ex-percussionistas da banda Labacé e banda Unidade Móvel.
Data: 27/11 - sábado
Local: Bar dos Artistas, Centro – João Pessoa/PB
Hora: 23:00
Ingresso: R$7,00

Palestra: A música paraibana nos meios de comunicação.
Palestrantes: Roger de Renor(PE), Zé Teles(PE), André Cananea(PB) e Pedro Osmar(PB)
Data: 27/11 – sábado
Local: Bar dos Artistas, Centro – João Pessoa/PB
Hora: 16:00
Aberto ao público.

Roger de Renor(PE) – produtor cultural, apresentador do programa “Som na Rural”, e presidente da TV Pernambuco.
Zé Teles(PE) – jornalista do Jornal do Comercio, escritor e critico musical.
André Cananea(PB) – jornalista, editor de arte e entretenimento do Jornal da Paraíba e critico musical.
Pedro Osmar(PB) – cantor, compositor e musico instrumentista

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rita Ribeiro e Mama Jazz (Quarta Negra)

Já visto por mais de 200 mil pessoas em todo o Brasil, o show "Tecnomacumba – a tempo e ao vivo", da maranhense Rita Ribeiro, aporta nesta quarta-feira (17) na capital paraibana. O álbum será lançado dentro do projeto 'Quarta Negra', a partir das 20h, no Ponto de Cem Réis. Na mesma noite, quem ainda sobe ao palco é o grupo pessoense Mamma Jazz, que vai mostrar ao púbico o novo trabalho "Nôkana Disquicy", patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura (FMC). A realização é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Especialmente, esta edição do projeto 'Quarta-Negra' da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), está inserida na programação do 'Novembro Negro' das Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPPM) e Desenvolvimento Social (Sedes), que neste mês, celebra o Dia da Consciência Negra.

"Tecnomacumba – a tempo e ao vivo" é o primeiro DVD de Rita Ribeiro. A artista tem uma carreira de 20 anos, que inclui também quatro discos, além de participações em coletâneas e projetos especiais. O show que ela vai apresentar em João Pessoa já está rodando pelo país há sete anos. A artista está entre as mais criativas, sensíveis e afinadas intérpretes da MPB surgidas dos anos 90 pra cá. O trabalho mostra intersecções entre a MPB, sons eletrônicos e as cantigas, pontos e rezas das religiões afro-brasileiras, com sabor de tradição oral.

O repertório inclui canções como "Cavaleiro de Aruanda" (Tony Osanah), "Domingo 23" (Jorge Benjor), "Babá Alapalá" (Gilberto Gil), "Oração do Tempo e Iansã" (ambas de Caetano Veloso), "Coisa da Antiga" (Wilson Moreira e Ney Lopes), "É D Oxum" (Gerônimo e Vevé Calazans), "Rainha do Mar" (Dorival Caymmi), "Moça Bonita" (Jair Amorim e Evaldo Gouveia), "Xangô, o Vencedor" (Ruy Mauriti e José Jorge) e "Cocada" (Antônio Vieira).

Devido ao grande sucesso de Tecnomacumba, Rita Ribeiro recebeu este ano o prêmio de Melhor Cantora na categoria Canção Popular da 21α Edição do Prêmio da Musica Brasileira. O prefixo "tecno" quer dizer menos música eletrônica e mais tecnologia. As cantorias vão além da fruição estética e do prazer, tomando o real sentido para os negros africanos. Elas transmitem conhecimentos entre diferentes gerações. O CD, que dá nome ao show, foi lançado pela Biscoito Fino e conta ainda com a parceria entre a Manaxica Produções e o Canal Brasil. É uma representação da livre convivência entre os credos, em um combate à intolerância religiosa.

Mamma Jazz – O CD "Nôkana Disquicy" (Gravadora Pindorama), do grupo Mamma Jazz, é uma coletânea dos dez anos de carreira da banda paraibana. Um dos fundadores do grupo, o vocalista e guitarrista Guilherme Semmedo, nasceu em Guiné Bissau, mas se radicou na Paraíba há cerca de 20 anos.

O trabalho que será apresentado nesta 'Quarta Negra' é todo o contexto de laboratório que o Mamma Jazz vem desenvolvendo, com uma fusão de ritmos de vários estilos, que foca música brasileira, africana e do resto do mundo. O show conta com composições de músicos que já fizeram parte da banda como Adeildo Vieira, autor de "Chega Junto". Adeildo faz ainda parceria com Guilherme Semmedo em "Há braços". Já o guitarrista e vocalista da banda assinam canções como "Nôkana Disquicy" ("Não esqueceremos", em português) e "Nada Mudou".

fonte: site da prefeitura

II Baile Afro