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sábado, 14 de abril de 2012

Sivuca e Duo Ouro Negro - Africanissimo (1959)


  

Lado A

1. Kurikutela
2. Mana Fatita
3. Kangrima
4. Muxima
5. Eh! Sambá
6. Maria Candimba

Lado B

7. Dekhnni
8. Carnaval de Luanda
9. Katéria
10. Minha Mulata
11. Upa Neguinho
12. Singing My Song


  Quando em 59 Sivuca foi demitido da rádio Tupi por aderir a uma greve de reivindicação salarial. Se juntou ao grupo Brasilia Ritmos durante 3 meses. O grande mestre retorna a Europa com o grupo Os Brasileiros. 
Durante a excursão não tornou ao Brasil, e foi contratado por uma boate de Lisboa e lá ficou até o ano seguinte. Residiu em Lisboa durante nove meses e, nessa época, gerou o primeiro disco de música Angolana: "Africaníssimo - Sivuca/Duo Ouro Negro"
Duo Ouro Negro era um grupo musical criado em 1956 na Angola, por Raúl Indipwo e Milo MacMahon.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Zé Ramalho - Por aquelas que foram bem amadas (1984)


1.Paisagem da flor desesperada
2.Dança das luzes
3.Dogmática
4.Mulheres
5.Dupla fantasia
6.Made in PB
7.Frágil
8.O tolo na colina (The full on the hill)
9.Brejo do Cruz
10.Jacarepaguá blues

AfroNordestinas (2012)


faixas:
01 Consciência
02 Corrente do Bem
03 Nego
04 Fiel Escudeiro
05 Essa Luta
06 Quem Sabe Faz
07 Processo Alucinante
08 Mulher
09 Solta a Base
10 Se Tu Acredita
11 Satisfação
12 Idéias Obtidas
13 Na Batida
14 Vai Ficar pra Trás


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tribo Éthnos - Meddrooaavon (2000)

via: http://odhecaton.blogspot.com



A Tribo Éthnos, nascida em 1990 idealizada por Vant Vaz é mais do que uma banda. É um coletivo multimídia, integrando música, artes plásticas, quadrinhos, dança e até moda. Um grupo literalmente ahead of their time, fazendo aquelas misturas quase esquizofrênicas de música indígena, hip-hop, jazz, música erudita, música africana e o que mais você quiser que só iriam aparecer com mais freqüência nesse mundo alguns anos mais pra frente. 


O Meddrooaavon, gravado entre 1996 e 1997 mas só lançado em 2000, é um bom exemplo disso. O CD todo é recheado de uma vibe new age à anos 80 que pode incomodar algumas pessoas, mas mesmo para essas pessoas o CD é recheado de pontos altos. A faixa "Meu Brasil Que Não é Meu" é um fantástico quase-ragga bem pra cima que não é difícil de se imaginar como sendo um daqueles hits alternativos anos 90 que marcam uma geração, se não fosse o boicote quase criminoso à Tribo Éthnos por parte da grande mídia - ainda hoje, 20 anos depois, a Tribo Éthnos é relativamente pouco reconhecida, e tem muita gente que "sabe que existe mas nunca escutou". 


Outro ponto fortíssimo do álbum é a faixa "Euroasioamerindioafricano", que já no título mostra o cosmopolitismo da banda - a música é um canto de capoeira-rap do século 22, a materialização do berimbau elétrico gritado por Chico Science. Aliás, a Tribo de Vant e a Nação de Chico têm muito em comum, a fusão do local com o internacional, a globalização musicada. 


Um detalhe interessante sobre esse CD é a participação do jovem Esmeraldo Marques (mais conhecido hoje como DJ ChicoCorrea) anos antes do surgimento da sua Electronic Band, mas já mostrando aquela boa instiguinha eletrônica que mais de uma década depois ia arrastar tanto pé e tanta cabeça mundo afora.



Tracklist: 

01 - Nova Ordem 
02 - Shainirun 
03 - Catiti & Cairê 
04 - Pitiguartupi 
05 - Canção do Vento 
06 - Euroasioamerindioafricano 
07 - Canto aos Deserdados do Sol 
08 - Fattha 
09 - Sexus 
10 - Meu Brasil Que Não é Meu 
11 - Akushu 
12 - Meigetsu 
13 - Insanniddad 
14 - Rebelião em Robotia 
15 - A Chave de Tudo 
16 - Nahuxa 
17 - Shaya 
18 - Eterno 

As Parêa - As Parêa (2002)





As Parêa é uma banda paraibana criada no final de 1999 que no ano seguinte já estava abrindo shows de Lenine. A contrapartida paraibana do manguebit, uma mistura de música popular com rock digna de Chico Science, rock-cocos, groove-cirandas, funk-bois e todas essas misturas modernosas, mas com o sentimento folclórico fortíssimo, longe de ter sido deturpado. Pra infelicidade geral da nação, a banda encerrou as atividades num último show no centro histórico em maio de 2009. 


O CD homônimo, de 2002, conta com participações e colaborações de grandes músicos paraibanos: Cátia de França, Chico César, Pedro Osmar, Escurinho, ChicoCorrea e vários outros. O resultado é de uma beleza indizível. De fato, é um dos poucos CDs que se pode acrescentar entre os adjetivos, além de "inovador", "criativo", "do caralho" e esses de praxe, um "bonito" bem enfático. 

Tracklist: 

01 - As Parêa Vão Tocar 
02 - Zabé da Louca 
03 - Negro Espírito 
04 - Radical da Química do Prazer 
05 - Dúvida Cruel 
06 - Simbora Zé 
07 - Puxando Grilo / Cyran 
08 - Penerou Gavião 
09 - A Pamonha do Véi Noronha 
10 - Catabi 
11 - Fulô do Mandacaru 
12 - Evolução 
13 - Ecoou 




Cantata Popular 2 (2000)






No mesmo ano que a Cantata Popular I, surge o segundo volume da coletânea, que chegaria a ter três volumes. A estrutura é igual à do número anterior: várias músicas dos mais diversos compositores e grupos paraibanos. Contando com o Quarteto de Trombones de Sandoval de Oliveira até o coletivo de rap Reação da Periferia, esse volume é talvez mais abrangente do que o primeiro. Entre suas faixas se destaca Munganzé, de Cabruêra, que estava apenas começando sua carreira, na iminência de ser internacional. 

Tracklist: 
entre parêntesis, o nome do compositor; fora do parêntesis, o intérprete 

01 - Caaporã (Erick von Sohsten) - Erick von Sohsten 
02 - Patuá no Vaticano (Vitor Góes) - Mônica Melo 
03 - Prateleira de Creme (Léo Almeida/Fabiana Moura) - Léo Almeida 
04 - Essa Miséria Quem Gerou? (Patrícia Moreira) - Patrícia Moreira 
05 - Fruta Flor (Sérgio Túlio) - Sérgio Túlio 
06 - Rio 89 (Zé Filho) - Zé Filho 
07 - Na Área de Cada Um (Mapa/Metralha) - Reação da Periferia 
08 - O Filme (Cacá Santa Cruz) - Cacá Santa Cruz 
09 - A Que o Homem se Destina? (João Jaguaribe) - João Jaguaribe 
10 - Munganzé (Zé Guilherme) - Cabruêra 
11 - Sandegundes (Antônio Benedito de Oliveira) - Quarteto de Trombones 
12 - Cantador de Rua (Dida Fialho) - Dida Fialho 
13 - Louco por Você (Lis/Alberto Arcelo) - Lis 
14 - O Vale da Feira (Zé Wagner/Gillvan de Brito) - Zé Wagner 
15 - Afroamérica (Déo Nunes) - Déo Nunes 
16 - Quase Nada (Lau Siqueira/Erivan Araújo) - Joana Belarmino 
17 - Impressões em Três Momentos (Luis Carlos Otávio Correia) - Coral Voz Ativa 
18 - Resistência (Oliveira de Panelas) - Oliveira de Panelas 
19 - Cantoria (Jailton Paiva) - Jailton Paiva 

Cantata Popular I (2000)





A coletânea Cantata Popular I foi idealizada e realizada por Pedro Osmar em parceria com Heriberto Coelho, do Sebo Cultural. Foi feita quase que como um manifesto de guerrilha cultural, pela necessidade de se registrar e difundir a música que vinha sendo feita. Lançada no ano 2000, é um retrato fiel da música puramente paraibana dos anos 90. 


Entre as faixas, se encontram músicas de Pedro Osmar e Paulo Ró, as mentes por trás do Jaguaribe Carne, Escurinho do tempo da banda Labacé, a faixa Meu Brasil Que Não é Meu da Tribo Éthnos (que já apareceu antes aqui), algumas músicas do Assaltarte, a clássica Deu o Caray de Alex Madureira, um belíssimo samba de Adeildo Vieira e muitas outras que formam uma paisagem sonora paraibana

Pedro Osmar, no encarte do disco, diz: "Junto ao nome do deputado estadual Ricardo Coutinho, candidato a prefeito pelo PT, somado a todos os companheiros da revolução do cotidiano, [Heriberto Coelho] assume a produção militante deste disco junto com os artistas com os artistas comprometidos que fazem hoje a linha de frente da nova música da Paraíba" 

Então nada mais adequado para o primeiro post de 2011, saudando o início do mandato de Ricardo Coutinho como governador do nosso estado do que este manifesto de mais de dez anos atrás pela cultura paraibana. 

Tracklist: 
entre parêntesis, o nome do compositor; fora do parêntesis, o intérprete 

01 - Deu o caray (Alex Madureira) - Alex Madureira 
02 - Branco (Marcos Fonseca) - Soraia Bandeira 
03 - Contos da ôca ôca (Jonathas Falcão) - Glaucia Lima 
04 - Um samba (Wander Farias) - Wander Farias 
05 - Ancestrais (Milton Dornellas) - Milton Dornellas 
06 - Aos que se foram (Pedro Osmar) - Pedro Osmar 
07 - Baticum (Escurinho) - Escurinho 
08 - Carta pra Dionísia (Paulinho Ditarso) - Paulinho Ditarso e Diana Miranda 
09 - Ao rés de mim (Paulo Ró/Águia Mendes) - Paulo Ró 
10 - Quem inventou o samba (Adeildo Vieira) - Adeildo Vieira 
11 - Amo você (João Linhares) - João Linhares 
12 - Variou (Mestre Fuba) - Mestre Fuba 
13 - Boi germinal (Marcos Fonseca) - Marcos Fonseca 
14 - Perdizes (Tatá Almeida/Chiquinho Mino) - Tatá Almeida e Chiquinho Mino 
15 - Mais além (Chico Viola) - Chico Viola 
16 - Meu Brasil (Ratto/Vant) - Tribo Éthnos 
17 - Abraço ao mano (Xisto Medeiros) - Xisto Medeiros 
18 - Metalurgiarte (Gualter Ramalho/Geber Ramalho) Metalúrgica Felipéia 

Brassil - Interpreta Compositores da Paraíba (2008)





Este disco é uma junção de forças. De um lado, o trabalho do Brassil, quinteto de metais formado em 1980 por professores da UFPB, que já tocou em todas as regiões do Brasil e em vários lugares no exterior, tendo tocado desde ao lado de Sivuca e Dominguinhos até Per Brevig e Charles Schlueter. Do outro lado, o COMPOMUS, laboratório de composição da UFPB. Idealizado por Eli-Eri Moura e criado em fevereiro de 2003, o COMPOMUS é uma ferramenta fortíssima para o fomento e a divulgação da música erudita composta na Paraíba. 


Neste disco, o quinteto Brassil interpreta peças compostas por paraibanos, entre os quais peças do próprio Eli-Eri, de Marcílio Onofre, João Orlando, José Alberto Kaplan e do francês radicado na Paraíba Didier Guigue. É um excelente registro da música que vem sendo feita na nossa terra, e que infelizmente ainda tem pouco espaço fora das paredes da universidade. 



E este post ainda fica como homenagem a Radegundis Feitosa, componente do quinteto Brassil, o primeiro doutor em trombone do país, uma das mentes mais brilhantes e divertidas doa UFPB, e que tragicamente faleceu num acidente no meio do ano passado junto aos outros músicos Adenilton França, Roberto Sabino e Luiz Benedito. 



Tracklist: 



01 - Marcílio Onofre - Chamber Echo 
02 - Didier Guigue - Lied 
03 - Paulino Neto - Polycontinuum 
04 - Arimatéia de Melo - Calidoscópio 
05 - Jorge Ribbas - Adriatic Mood 
06 - Eli-Eri Moura - Nouer II 
07 - Wilson Guerreiro - Luares de Intermares 
08 - Ticiano Rocha - Daedalus 
09 - Luiz Carlos Otávio - Perpetuum 
10 - Rogério Borges - Quinteto N.º 1 
11 - J. Orlando Alves - Intensificações 
12 - José Alberto Kaplan - Burlesca 



Componentes do Brassil: 



Ayrton Benck - trompete e flugelhorn 
Gláucio Xavier - trompete e flugelhorn 
Cisneiro Andrade - trompa 
Radegundis Feitosa - trombone 
Valmir Vieira - tuba 



Músicos convidados: 



José Henrique Martins - piano 
Dennis Bulhões - percussão