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domingo, 2 de dezembro de 2012

Milton Dornellas - Bom Mesmo é a Gargalhada no Final (2012)



Milton Dornellas, uma das figuras centrais da música paraibana atual, lança seu disco mais novo, Bom Mesmo é a Gargalhada no Final - título tirado de uma frase que seu amigo Pedro Osmar costuma falar. O álbum é incomum na discografia de Milton por ter relativamente muito poucas músicas com letra, fato que ressalta uma de suas principais habilidades: compor melodias. Melodias simples, com aquele frescor típico da música popular, que se repete sem nunca se tornar cansativo, arranjados em uma textura leve. Muito do êxito do álbum se deve também aos instrumentistas: além do próprio Milton cantando e tocando violões e bandolins, participam do grupo desse disco na sanfona Helinho Medeiros (que entre outras coisas toca com Paulo Ró, no Remandiola Trio e ocasionalmente com o grupo de música barroca Camena), no baixo Chico Limeira (que toca cavaquinho com o grupo de samba Trem das Onze e baixo com o Sonora Samba Groove), na guitarra Marcelo Macedo (dono do estúdio Peixe Boi, onde foi gravado o disco, e também guitarrista do Néctar do Groove) e na percussão Paulinho Tazz (também do Trem das Onze).

Tracklist

01 - Encanto
02 - Abismo
03 - Jaborandi
04 - Frei Tito
05 - Praça Rio Branco
06 - Capeta Jr.
07 - Vôo do Passarinho
08 - Bom Mesmo é a Gargalhada no Final




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Milton Dornellas - Sete Mares (2000)

via http://odhecaton.blogspot.com




Milton Dornellas é um carioca que chegou em João Pessoa em 1973, aos 14 anos, e se tornou uma das figuras mais importantes da cultura paraibana - tanto que em 2009 recebeu o título de cidadão pessoense. A partir da década de 80, Milton começou a se integrar ao cenário musical da cidade. Juntou-se a Pedro OsmarPaulo RóAdeíldo VieiraTotonho e outros músicos da época e fundou o Musiclube da Paraíba, um grupo que impulsionou imensamente a produção musical paraibana. Colaborou com grupos como Jaguaribe Carne, fundou o grupo Etnia e, junto a Xisto Medeiros e Marcos Fonseca, fez parte do projeto Assaltarte, que levou a música paraibana para os bairros mais remotos da capital em apresentações relâmpago.

Além disso, Milton também tem vários discos de suas próprias composições. Sete Mares, de 2000, é um disco quase conceitual, com músicas de temas bucólicos. Um espirito de simplicidade, aquela coisa da música folclórica, paira por todo o disco, que conta com composições de Milton em parceria com Pedro Osmar, Chico César, Totonho e vários outros nomes importantes da música paraibana.

Tracklist:

01 - Sete Mares
02 - Pernas e Bocas
03 - Lual
04 - Mar de Dentro
05 - Mural
06 - Lembrete
07 - Berço das Pedras
08 - Flamboyant
09 - Soma
10 - Dona Mariana
11 - Quer Dançar
12 - Da Roupa a Renda

domingo, 13 de março de 2011

Milton Dornellas - O Gargalhar da Invernada (2007)


Milton Dornellas Bezerra Júnior é natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ), tendo chegado a esta Capital, em 1973, aos 14 anos. Em 1975, o artista iniciou seu aprendizado musical, já em 1980, começou com suas primeiras apresentações ao vivo, sempre com trabalho autoral. Nesse mesmo ano, juntamente com os amigos e parceiros Pedro Osmar, Paulo Ró, Chico César, Adeildo Vieira e Totonho, fundaram o Musiclube da Paraíba.

Em meados de 1980, o músico integrou o grupo musical ‘Etnia’, um trabalho de ritmos e instrumentos populares idealizado pela ex-integrante do grupo Tarancón, Alice Lumi e o ex-integrante do Quinteto Armorial de Pernambuco Fernando Pintassilgo, chegando a gravar o disco ‘Etnia - Ritmos e Instrumentos Populares’.

No início dos anos 90, ao lado dos instrumentistas Marcos Fonseca e Xisto Medeiros, formou o grupo ‘Assaltarte’, que consistia em intervenções em espaços públicos, tocando uma única canção com a formação de baixo acústico, viola de arco e violão. Desta ação resultou o disco ‘Assaltarte’, em 1994.

Durante a sua trajetória, Milton Dornellas lançou os discos ‘No Ventre da Besta’ (1986), ‘Mandrágora’ (1993), ‘Ancestrais’ (1998), ‘Sete Mares’ (2000), ‘Alinhavo’ (2002) e o seu mais recente trabalho, ‘O Gargalhar da Invernada’, lançado no ano de 2007.


Além de ter participado de grupos musicais e dos seus trabalhos solo gravados, Milton Dornellas também participou de diversas coletâneas musicais, a exemplo do ‘Cantata Popular’, ‘Coletânea Musiclube’, além de participações em CD`s de artistas paraibanos, como o do grupo Jaguaribe Carne e também do CD ‘Laminas de Black Tie’ do cantor Paulinho Ditarso. Atualmente, Milton Dornellas é Diretor Executivo Adjunton da Fundação Cultural de João pessoa (Funjope).

Assaltarte - Assaltarte (1994)


O nome Assaltarte foi utilizado pela primeira vez nos anos 80 pela professora de Fortaleza Izaira Silvino, que regia o coral da UFCE e que realizava intervenções nas salas de aula. O mesmo nome foi assumido na Paraíba por Marcos Fonseca, Xisto Medeiros e Milton Dornellas em setembro de 1991. A proposta era a de fazer um grupo musical que fizesse intervenções nas ruas, escolas, bares, restaurantes, magazines, cinemas, teatros, bibliotecas e centros comunitários, com o objetivo também de provocar as pessoas à reflexão sobre as "possibilidades de ação constante".

Originalmente, o Assaltarte só contava com os instrumentos dos três integrantes: Marcos tocava viola clássica, Xisto tocava contrabaixo acústico e elétrico e Milton Dornellas ficava na voz e no violão. Nesse CD, gravado em 1994, há a participação de muito mais músicos, dando uma incrementada no som. Entre os músicos que participam no CD, estão Escurinho, Hermes Gongué, Sérgio Gallo, Archidy, Soraia Bandeira, Didier Guigue, além de composições de Totonho, Adeildo Vieira e Pedro Osmar. Entre os intrumentos que preenchem o som, há desde tambores falantes, moringas, violoncelos e espirais de caderno.

O CD é um registro de um dos movimentos musicais paraibanos mais significativos da época, e mostra a criatividade e a variedade dos compositores daqui: entre as músicas há desde solos virtuosos de baixo (Bassist's) até um reggae roots sobre massagem nos pés (Massagem), passando pela típica música nordestina e paraibana (Boi Germinal).

Tracklist:

01 - Massagem (Marcos Fonseca)
02 - Meninos (Milton Dornellas, Adeildo Vieira, Pedro Osmar, Totonho)
03 - Abraço ao Mano - dedicado a Alfredinho (Xisto Medeiros)
04 - Baião do Galo (Milton Dornellas, Ronaldo Monte de Almeida)
05 - Boi Germinal (Marcos Fonseca)
06 - Bassist's (Xisto Medeiros)
07 - Branco (Marcos Fonseca)
08 - Mural (Milton Dornellas)
09 - Anjos (Xisto Medeiros)
10 - Passarinho (Marcos Fonseca)
11 - Opus Incertum (Milton Dornellas)