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domingo, 12 de junho de 2011

Geraldo Vandré - Canto Geral (1968)


01 - Terra Plana (Geraldo Vandré)
02 - Companheira (Geraldo Vandré)
03 - Maria Rita (Geraldo Vandré)
04 - De Serra de Terra e de Mar (Geraldo Vandré / Theo de Barros / Hermeto Pascoal)
05 - Cantiga Brava (Geraldo Vandré)
06 - Ventania (De Como Um Homem Perdeu Seu Cavalo e Continuou Andando) (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)
07 - O Plantador (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)
08 - João e Maria (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)
09 - Arueira (Geraldo Vandré)
10 - Guerrilheira (Geraldo Vandré / Hilton Accioli)


E quem disse que o ano de 1968 foi marcado apenas de psicodelia e iê-iê-iê?

Outra vertente forte da época foi a da música de protesto e não há maior representante desta música que Geraldo Vandré.

Esta capa não é a capa original, mas é muito significativa; Em cima, gado; Embaixo, gente. Verde e amarelo. Vermelho. Canto Geral. Canto para todos.

A palavra que, para mim, resume o disco é Raça. A primeira faixa é a tradução disso. O início de "Terra Plana", de autoria dele mesmo, é uma declamação; "(...) deixo claro que a firmeza de meu canto vem da certeza que tenho, de que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza, foi que me fez cantador". Na contra-capa do disco, um texto seu; "(...) Às vezes penso que cantando mereço um pouco de vida. Saldo em parte os meus compromissos e tenho então, cada vez mais forte, a sensação da liberdade. Por isso aprendo a cantar e canto."

É um disco forte. Vivo. Pulsante. Violas caipiras, triângulos, "ca-chi-chis" (como Vandré mesmo escreve), vocais em lamentos nordestinos... E, no meio de tudo, um aparato inusitado na época: uma queixada de burro, que fora utilizada pela primeira vez - se não me engano - no II Festival de Música Popular Brasileira de 1966, da TV Record, na música "Disparada", também de Vandré e cantada com maestria por Jair Rodrigues. Música que, aliás, ganhou o primeiro lugar empatada com "A Banda", de Chico Buarque.

Mas, além das músicas explicitamente inflamadas, como "Cantiga Brava" (O terreno lá de casa não se varre com vassoura / varre com ponta de sabre, bala de metralhadora) há também músicas de "amor", podendo-se assim dizer. É o que se vê em "Companheira" (Mas agora sou feliz/ e meu canto vem e diz/ encontrei a companheira/ paz pra minha vida inteira) e "Maria Rita" (Pego a viola, me lembro dela/ toco a viola, só quero ela).

Recomendadíssimas: "Arueira", cantiga forte, viva, - brava mesmo! - e que conta com os vocais perfeitos do Trio Marayá ("...é a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar..."), "Companheira", que soa quase como cantiga suave de ninar e a curiosa "Ventania (De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando)", que procura seguir a mesma fórmula da vencedora "Disparada", com um personagem principal que roda o mundo contando suas histórias. Esta música até concorreu o III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, mas não ganhou...

Detalhe para um excerto de Bertold Brecht, na contra-capa:

"Desses tempos em que falar de árvores é quase um crime, pois implica em silenciar sobre tantos erros - aos que virão depois de mim."

Este foi o ano de 1968.

Texto retirado do Blog: http://discologia.blogspot.com



Geraldo Vandré - Hora de Lutar (1965)

01 - Hora de Lutar (Geraldo Vandré)
02 - A Maré Encheu (Geraldo Vandré) com Baden Powell
03 - Despedida de Maria (Geraldo Vandré / Carlos Castilho)
04 - Dia de Festa (Moacir Santos / Geraldo Vandré)
05 - Ladainha (Geraldo Vandré)
06 - Asa Branca (Luis Gonzaga / Humberto Teixeira)
07 - Samba de Mudar (Baden Powell / Geraldo Vandré)
08 - Canta Maria (Geraldo Vandré / Erlon Chaves)
09 - Aruanda (Carlos Lyra / Geraldo Vandré)
10 - Vou Caminhando (Geraldo Vandré) com Baden Powell
11 - Canto de Mar (Geraldo Vandré)
12 - Sonho de Um Carnaval (Chico Buarque)

Geraldo Vandré - Paixão Segundo Cristino (1984)


A Paixão segundo Cristino foi escrita por Geraldo Vandré, em 1966, para a celebração da Semana Santa na Igreja de São Domingos das Perdizes, em São Paulo. Com o assessoramento teológico dos frades dominicanos, Vandré escreveu uma das mais belas páginas litúrgicas e populares sobre a paixão e morte de Jesus Cristo.

Durante anos ela foi apresentada na igreja dos dominicanos como memória e celebração de tantos que, a partir de 1968, viveram na sua própria carne a perseguição, calúnia, agonia, paixão e morte. Suas vidas foram celebradas e suas esperanças renovadas a cada ano nas vidas e esperanças de seus irmãos.

Esta paixão é um tributo à resistência de tantos que nas suas vidas e caminhos recriaram a vida e os caminhos de todos os homens que lutaram pela justiça e liberdade. A Fundação Cultural de Curitiba, ao recriar esta obra, celebratados os homens e mulheres de todos os credos, raças e ideologias que deram as suas vidas para que surja um mundo novo pleno de justiça e fraternidade.

Carlos Frederico Marés de Souza Filho
Presidente da Fundação Cultural de Curitiba

Ficha Técnica:
Paulo Cézar Botas_Voz/Violão
Marinho Gallera_Viola Caipira/Voz/Violão
Coral de Curitiba_Regência Gerardo Gorosito
Arranjo para Coral_Maestro Gaya

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Zé Ramalho - A Terceira Lâmina (1981)


01 Canção agalopada
02 Filhos de Ícaro
03 A terceira lâmina
04 Um pequeno xote
05 Atrás do balcão
06 Galope rasante
07 Kamikaze
08 Violar
09 Cavalos do cão
10 Ave de prata
11 Dia dos adultos
12 Eternas Ondas
13 A terceira lâmina
14 Mestiça

Continuando a discografia de Zé Ramalho, esse é o seu terceiro álbum,12, 13 e 14 são faixas bônus da reedição de 2003.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vital Farias - Sagas Brasileiras (1982)


01. Do Meu Jeito Natural
02. Forrofunfá
03. Sete Cantigas Para Voar
04. Ai Que Saudade de Ocê
05. Saga de Severinin
06. Saga da Amazônia
07. Trem da Consciência
08. Belo Belo
09. Apesar da Solidão
10. Saga do Boi de Mamão

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Confira abaixo, o vídeo "Vital Farias  - O Menestrel da Amazônia"  gravado pela TVE-RS, em 1995:


PARTE 01:



PARTE 02:


Vital Farias - Taperoá (1980)


01. Pra Você Gostar de Mim
02. Eu Sabia, Sabiá
03. Assim Diziam as Almas
04. Nave Mãe
05. (Tudo vai Bem) Nós Sofre mas, Nós Goza
06. Repente Paulista
07. Tema de Beija-Flor
08. Veja (Margarida)
09. Meu Coração por Dentro
10. General da Banda
11. Prazer pelo Avesso

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Abaixo, o áudio da música "Veja (Margarida)":





domingo, 5 de junho de 2011

Vital Farias - Vital Farias (1978)


01. Canção de Dois Tempos
02. O Sobressalto
03. Bate com o Pé Xaxado
04. Bandeira Desfraldada
05. Via Crucis da Mulher Brasileira
06. Alice no Curral das Maravilhas
07. Deixe de Afobação
08. Expediente Interno
09. Poema Verdade
10. Caso Você Case
11. É Mãe
12. Estudo Nº 2





Vital Farias nasceu no sítio Pedra d'Água, município de Taperoá, estado da Paraíba.

Caçula entre 14 irmãos, Vital alfabetizou-se com as irmãs. Vital viveu em Taperoá até a conclusão do curso ginasial. Aos 18 anos mudou-se para a capital do estado da Paraíba, João Pessoa, onde prestou o serviço militar no 15º Regimento de Infantaria.

Ao deixar o serviço militar continuou em João Pessoa e deu prosseguimento aos seus estudos no Lyceu Paraibano. Nesse período começou a estudar violão por conta própria. Depois passou a dar aulas de violão e de teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa.

Em 1975 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de vários e importantes eventos artísticos, entre os quais a peça “Gota d’água”, de Chico Buarque de Hollanda. Em 1976 prestou vestibular para Faculdade de Música, formado-se em 1981. A primeira composição gravada de Vital Farias foi "Ê mãe", em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo.

Geraldo Azevedo, Elomar, Vital Farias e Xangai.
Em 1978 gravou seu primeiro disco “Vital Farias”. O segundo, “Taperoá”, surgiu dois anos depois. No final do anos 80, Vital resolveu parar de gravar por um tempo para se dedicar aos estudos. Em 2002 produziu o disco de estréia de sua filha, Giovanna, com 15 composições de sua autoria e lançou o disco "Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos".



Nesse mesmo ano recebeu o título de Cidadão do Rio de Janeiro. Em 2006 se candidatou a Senador da Paraíba, pelo PSOL, Sendo a terceira via de opção. Concorreu contra Ney Suassuna e o atual senador Cícero lucena, surpreendeu com com 99.966 votos. Em 2010 se candidatou a Senador mais uma vez, pelo PCB, Não obtendo o mesmo sucesso que em 2006, ficando em 4ºlugar com poucos mais de 56 mil votos.